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domingo, 3 de março de 2013

O silêncio que justifica


“Como um surdo, não ouço, como um mudo, não abro a boca. Fiz-me como quem não ouve, e em cuja boca não há resposta. Senhor, em ti espero; tu me responderás, ó Senhor meu Deus!” (Salmo 38:14,15)

Interessante como nós, seremos humanos, temos a tendência a responder às afrontas que sofremos, especialmente quando nos sentimentos injustiçados. Queremos, de qualquer jeito, nos justificar diante dos homens.

A este respeito, estive nestes dias refletindo sobre este Salmo escrito pelo rei Davi. Salmo em que ele pede perdão ao Senhor e fala da aflição de ter sido alvo da afronta de seus inimigos. O homem segundo o coração de Deus faz então esta declaração: “Como um surdo, não ouço, como um mudo, não abro a boca. Fiz-me como quem não ouve, e em cuja boca não há resposta” (verso 14). Ele então se rende ao silêncio, o silêncio que justifica.

Sabemos que é difícil calar. Para alguns, é quase impossível. No meu caso, por exemplo, é muito difícil, pois estando já chegando ao fim do Curso de Direito, sou desafiada e treinada a sempre criar argumentos. No ambiente acadêmico, somos treinados a ser questionadores.

Só que no reino de Deus, a coisa funciona de forma diferente. É preciso sempre deixar que o grande Juiz de Toda Terra nos justifique. Muitas vezes é preciso se render ao silêncio, pois quando silenciamos estamos permitindo que o Senhor entre em ação e nos justifique. Todavia, quando nos levantamos para nos defender, geralmente damos espaço às nossas emoções que acabam nos complicando.

Vale salientar que ao enfrentar a cruz, Jesus não abriu a sua boca, mas se rendeu àquele que julga retamente. “Ele foi oprimido e afligido; e, contudo, não abriu a sua boca; como um cordeiro, foi levado para o matadouro; e, como uma ovelha diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca” (Isaías 53:7). Ele silenciou a sua alma por amor a cada um de nós e o seu silêncio demonstrou a sua soberania diante da responsabilidade de salvar toda a humanidade.

Quando nos calamos, na verdade, estamos demonstrando a nossa confiança em Deus. Estamos permitindo que Ele possa agir em nosso favor. Não foi isto que declarou o rei Davi? “Senhor, em ti espero; tu me responderás, ó Senhor meu Deus!” (Salmo 38:14,15)

Que possamos, então, sossegar a nossa alma. Que possamos desaprender o que temos aprendido no mundo, nos aquietando diante daquele é Deus sobre toda a terra.
“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus” (Salmo 46)





Por: Ioná Loureiro
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