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domingo, 29 de maio de 2011

Formar discípulos - Uma responsabilidade


Uma das ordenanças de Jesus antes de ser elevado aos céus, foi justamente a ordenança de fazermos discípulos. “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações...” (Mateus 28:19). Ou seja, fazer discípulos é uma necessidade para que o reino de Deus possa se expandir aqui na terra. Mas qual seria o segredo para formar discípulos? Como ter o mesmo sucesso que teve Jesus na formação de seus discípulos, pois Ele, em apenas três anos, formou homens e mulheres que revolucionaram o mundo e trouxeram o evangelho até nós.

Quando olhamos para Jesus, observamos que ele intensamente se envolveu com os seus discípulos, participando ativamente na formação de uma cada um deles. Vejamos alguns posicionamentos adotados por Jesus nesta grande missão de fazer discípulos:

1) Chamando para perto – Uma das primeiras atitudes de Jesus foi justamente chamar os seus discípulos para perto de si. “E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram” (Mateus 4:19,20) Discipulado envolve caminhar junto no intuito de conduzir e imprimir valores. Não pode haver discipulado sem proximidade. Discipulado envolve contato, olho no olho. Jesus sabia que se aqueles homens não caminhassem com ele, não seriam transformados.

2) Prestando socorro – Jesus era um Mestre presente na vida dos discípulos, preocupava-se com a vida deles de forma muito especial. Vemos isto quando a sogra de Pedro estava enferma em casa. “Então, aproximando-se, tomou-a pela mão; e a febre a deixou, passando ela a servi-los” (Marcos 1:31) Jesus curou aquela mulher, demonstrando amor e preocupação. Não há como formar discípulos quando não nos importamos com as suas vidas.

3) Mostrando como se faz – Jesus fazia questão de levar seus discípulos para os seus desafios diários. “Contudo, não permitiu que alguém o acompanhasse, senão Pedro e os irmãos Tiago e João” (Marcos 5:37) Eles precisavam presenciar o poder de Deus e saber como Jesus operava os seus milagres. O discipulado eficaz envolve o estar perto, o caminhar junto para mostrar o operacionalizar do mover de Deus na vida das pessoas.

4) Investindo e confiando – Jesus investiu em seus discípulos e confiou neles. O discipulado também envolve credibilidade. “Chamou os doze e passou a enviá-los de dois a dois, dando-lhes autoridade sobre espíritos imundos” (Marcos 6:7)Não podemos formar discípulos sem confiarmos neles, sem conferir-lhes missões. Ou seja, não há como formar, senão houver um envio, pois o envio traz confiança para o discípulo e o sentimento de que é capaz, de que é uma peça chave para o Reino de Deus.

5) Demonstrando humanidade – Jesus quando esteve com seus discípulos demonstrou a sua identidade de Filho de Deus. Mas, ao mesmo tempo, deixou transparecer o seu lado humano. “E, levando consigo a Pedro, Tiago e João, começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia” (Marcos 41:33). Antes de ir ao Calvário, compartilhou com os seus discípulos os seus momentos de aflição. Ou seja, não escondeu a sua humanidade. Um discípulo não deseja ser formado por um super-herói e sim por alguém que demonstre que é capaz de superar as suas fragilidades.

6) Lidando com erros e limitações - Jesus conhecia os seus discípulos e sabia da limitação de cada um deles. Como sabemos, Pedro, um de seus discípulos, cometeu vários erros chegando, inclusive, a negá-lo. Jesus, todavia, não o descartou. Ao contrário, compreendeu as suas limitações. Vemos, portanto, que fazer discípulos envolve este nível de compreensão “Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros” (João 21:15)

7) Desenvolvendo uma relação de amizade – Além de manter uma relação espiritual com os seus discípulos, Jesus mantinha com eles uma relação de amizade, de comunhão, chegando inclusive a chamá-los de amigos “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer” (João 15:15). Não há como fazer discípulos sem longas conversas, sem contato, sem comunhão e sem o compartilhar do partir do pão.

8) Servindo para ensinar a servir – Jesus se portou como um verdadeiro servo diante de seus discípulos, chegou, inclusive, a lavar os seus pés. “Ora, se eu, sendo Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros” (João 13:14) É preciso servir para formar, pois ninguém aprende a servir sem presenciar atos de humildade e de servidão. O discípulo aprende a servir quando vê em seu mestre um exemplo de alguém que sabe servir.

9) Exortando e instruindo – Jesus, quando era preciso, chamava a atenção dos seus discípulos a fim de conscientizá-los de que precisam mudar. Dava-lhes instruções claras a respeito do que deveria ser feito. “E lhe fez a seguinte advertência: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Ide! Eis que eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos” (Lucas 10:2.3) “Finalmente, apareceu Jesus aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhe a incredulidade e dureza de coração, porque não deram crédito aos que o tinha visto já ressuscitado” (Marcos 16:14) A exortação e a instrução são peças fundamentais na formação de um discípulo para que haja direção e aprendizado.

10) Demonstrando paciência – Jesus foi extremamente paciente com os seus discípulos. Com muita paciência, lidou com as perguntas sem “noção” de seus discípulos, com a incredulidade de Tomé, a impulsividade de Pedro, chegando, inclusive, a lidar com a traição. O discipulado envolve muita paciência, sem a qual se desiste no meio caminhada “E logo disse a Tomé: Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos; chega também a mão e põe-na no meu lado; não seja incrédulo, mas crente” (João 20:27).

11) Amando até o fim – Jesus amou os seus discípulos até o fim através de um amor incondicional. “Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim” (João 13:1) Amou tanto a ponto de entregar a sua vida por amor. O discipulado envolve este amor, este amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta, especialmente porque um discípulo formado e bem preparado não nasce da noite para o dia. O discipulado envolve um processo longo de aprendizado que deve ser regado com muito amor.

12) Orando pelo crescimento e fortalecimento. A oração intercessória de Jesus pelos seus discípulos é umas das mais belas orações descritas em toda a Palavra de Deus. Naquele momento, Jesus orou pelos seus discípulos com intensidade única, pedindo para que Deus os guardasse e os livrasse do mal. Formar um discípulo, portanto, envolve oração para que as sementes que são plantadas em seu coração possam germinar e dar fruto “Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós” (João 17:11)

Percebemos, deste modo, que formar discípulos é uma tarefa que envolve uma entrega, enfim, um envolvimento muito profundo, que vai além do que imaginamos. Jesus nos ensinou o caminho, nos deu o seu exemplo, cumpre a nós aplicá-los com os nossos discípulos, pois agora é a nossa vez de formar discípulos para revolucionar e transformar o mundo.











Por: Pra. Ioná Loureiro
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