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domingo, 2 de janeiro de 2011

A História de João


João chegou na igreja arrasado, sem emprego, sem esperança. Estava desempregado há uns 10 meses. Sua família estava passando necessidade. Estava cansado de ser envergonhado e humilhado entre os seus familiares. Não agüentava mais suportar os olhares e as críticas de sua esposa, que achava que estava desempregado por queria. João, no entanto, sabia muito bem que não estava sendo fácil encarar aquela situação, que não estava desempregado porque queria e sim porque as portas estavam fechadas. Quantos e quantos currículos enviados, quantas entrevistas que não deram em nada.

Em meio a esse tormento, João foi convidado por seu vizinho a ir à igreja, a buscar a Deus. Chegando na igreja, em meio ao desespero, abriu seu coração ao Senhor e clamou por socorro com todas as suas forças. Pediu a Deus que o livrasse daquela situação, que tivesse misericórdia de sua vida. No final do culto, conversou com o pastor, pediu oração. Queria, precisava de uma porta de emprego. O pastor impondo as mãos sobre João orou por sua vida, pela abertura de portas. Naquele dia, João foi para casa confiante, sentia uma paz que nunca tinha sentido antes. Logo se batizou e estava na igreja quase todos os dias. Participava dos cultos de oração e intercessão, dos grupos de evangelismo, das campanhas, enfim, João estava sempre ali, buscando ao Senhor. Em casa, lia a Bíblia, orava de madrugada e sempre em seus lábios havia um canto de louvor e gratidão a Deus. A sua insistência, a sua fé, acabou trazendo a existência o que tanta precisava.

Finalmente, após uns 2 meses, o emprego chegou de forma sobrenatural. Era uma ótima empresa, João concorria com vários candidatos e apesar de não possuir muita experiência profissional para ocupar o cargo proposto, João foi o grande escolhido para assumir a função pretendida. Um emprego que lhe garantiria carteira assinada, benefícios e outras vantagens. João estava vivendo o Salmo 126:01 “Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha...”. João então começou a trabalhar e por se destacar em sua seção de trabalho, foi alcançando a confiança de seu chefe. Ao terminar o período de experiência, para sua surpresa, foi promovido. Fazia questão de separar o dízimo de seu salário e de sempre separar uma oferta ao Senhor e de levar as primícias para a Casa de Deus. Em sua casa, a felicidade era total, pois os suprimentos começaram a chegar, a despensa deixou de ficar vazia. João até tinha dinheiro para levar as crianças para passear, para comprar roupas e para presentear a esposa.

Todavia, o tempo foi passando e João se apegou tanto a seu trabalho que começou a deixar o Senhor de lado. Sua vida era só trabalho, pois muitas vezes tinha de trabalhar até mais tarde e quando chegava no fim de semana, João dizia que estava cansado e que não tinha tempo de ir para a igreja, dizia que Deus entendia a sua situação. Como se não bastasse, os amigos do trabalho sempre arrumavam um "programinha" para a sexta-feira e para o sábado. O dinheiro do dízimo e da oferta João passou a gastar com os amigos e com o futebol. Assim, João aos poucos foi deixando Deus de lado, pois já não orava, não lia a Bíblia. Sua mente e seu coração foram aos poucos se desviando do Senhor. Embora o pastor e os irmãos da igreja ligassem para ele dizendo que estavam sentindo a sua falta, João não dava importância e sempre arranjava uma desculpa para não ir à igreja. Dizia que seu trabalho lhe tomava muito tempo, que tinha assuntos importantes para resolver, enfim, nunca aparecia.

E assim João se esqueceu de Deus e de tudo que Ele fizera por sua vida. Deixou de reconhecê-lo em seus caminhos. Podemos dizer que a história de João está inserida no contexto dos dez leprosos (Lucas 17:12), ou seja, seu perfil se enquadra em um daqueles nove homens que após serem curados de lepra, uma doença humilhante, não voltaram para agradecer ao Senhor e para estabelecer com ele uma aliança verdadeira. O mais triste é saber que esta história se repete nos dias de hoje, pois muitos buscam ao Senhor em momentos de dificuldades somente, apenas por interesse e não por amor e gratidão.

Obs.: A história que você acabou de ler é uma mera ficção. Qualquer semelhança com o nome do personagem ou seu contexto é mera coincidência.



 
 
 
 
 
Por: Pra. Ioná Loureiro
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