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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A Benção da Multiplicação na Vida de Jó


“Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem”. Você já teve a oportunidade de conhecer ou conversar alguns minutos com servos de Deus, conhecidos como gigantes na fé? É uma experiência marcante, desde que você fique bem atento às palavras desta pessoa. Estes não perdem tempo com pensamentos e palavras alheios ao propósito de Deus. De dez palavras ditas, nove são a respeito da obra de Deus e as maravilhas de se estar cumprindo o ministério de Deus.

Há uma coisa muito interessante nessas pessoas: a visão de Deus.

Por já terem tido encontro real e pleno com Deus, receberam do Senhor a visão do propósito Dele para suas vidas.

Andam em harmonia com esta visão. A visão escolhe seus amigos, sua biblioteca, suas músicas, sua dieta, seus filmes, como administrar o tempo, como usar a energia pessoal, como investir seu dinheiro e principalmente sua vida.

“Os grandes homens de fé têm uma visão clara do propósito de Deus para suas vidas”.

Será que Deus tem filhos prediletos?

Será que só alguns poucos filhos é que recebem esta revelação?

Muitos cristãos acham que existem na família de Deus alguns filhos privilegiados, especiais e super dotados.

Na verdade, Deus está sedento que todo filho se interesse pela visão que Ele tem para cada um.

Vamos ver como isto aconteceu com Jó.

VISÃO PERFEITA:

Muitos associam ao livro de Jó ao problema do sofrimento humano. Jó era bom, temia a Deus, abstinha-se do mal, Deus lhe havia concedido um número perfeito de filhos, era rico, importante, oferecia sacrifícios a Deus por seus filhos, caso eles tivessem pecado; e levava essa vida com regularidade.

Não parecia que ele era perfeito para Deus?

Mas quem vê “cara”, não vê como somente Deus pode ver.

Ele tinha tudo e, de uma hora para outra ficou sem nada. Perdeu seus bens, sua família, sua saúde, seu prestígio e a alegria que possuía em sua estabilidade. Seus três amigos só ouvem agora falar de seus desastres na vida e vêm visitá-lo. Suas mentes deveriam estar cheias de dúvidas sobre tal desgraça, pois pensavam como Deus poderia ser tão mau para com um servo tão bom.

Mas Deus que tudo vê, sabia o que estava acontecendo, sabia o que faltava na vida de Jó. Naquela época, em que todos estavam debaixo da Lei, através da mesma Deus provava as pessoas para testar sua obediência. O Consolador não habitava nos cristãos, como hoje, que tudo nos ensina e nos guia em toda verdade.

“Não são apenas os meus piores pecados que indicam que ainda sou um descendente de Adão, mas as minhas melhores obras”.

A partir deste momento começa um turbilhão de pensamentos na vida de Jó, mas pensamentos de Jó, não de Deus. Começa aparecer para o mundo o verdadeiro Jó, que como todo o ser humano é falho e fraco; mas na verdade Jó não se considerava assim na presença de Deus. Ele começa a analisar-se para ver se encontrava alguma pequena falha em si. Ainda faltava muito para ele “chegar à estatura de varão perfeito”.

No prosseguimento desta novela celestial, ele começa a disparar em todas as direções, através de suas palavras. Seus amigos apresentam as mais diversas opiniões. Elifaz o acha culpado, caso contrário essa tribulação não teria caído sobre ele. Bildade pensa tradicionalmente que devemos ser perfeitos para que Ele fique satisfeito conosco, pois tudo que é antigo, é certo. Sofar alega que a lei e a religiosidade devem basear a vida do homem.

Jó rebate todos os amigos, argumentando a favor de seus próprios caminhos, demonstrando com sua atitude que estava confiando ainda em si mesmo e não totalmente e unicamente em Deus. Jó quer argumentar com Deus, mas não quer ouvi-lo. Ele estava por demais convencido de estar certo. Você pode ver claramente que Jó continua cheio de autoconfiança. Ele ainda não está pronto a se render.

A partir do capítulo 14, uma pequena luz de esclarecimento começa a marejar na mente de Jó. Ele chega a ponto de dizer que quando as pessoas morrem, elas nunca mais voltam. Ele diz que há mais esperança para uma árvore, que pode brotar, mas não para o homem. Deus está começando a levar Jó ao ponto certo.

“Precisamos aprender a chorar as nossas próprias mazelas diante de Deus”.

Só podemos ver a Deus em sua plenitude, quando tivermos plena certeza de quem somos diante dele.

A ladainha de seus amigos continua e os rebates de Jó também. Ele faz um reconhecimento marcante, mas o efeito sobre si ainda é pequeno. Ele não sabia que tudo aquilo que ele estava passando, traria Glória para Deus. Então ele começa a ansiar por estar mais perto de Deus, mas ainda não consegue enxergar o propósito de Deus.

“Cada cristão tem seu próprio ministério a cumprir, e nenhum de nós estamos competindo com outro irmão para fazer a vontade de Deus”.

Você quer entender o que Jó só entendeu no final de sua dificuldade?

ATITUDES QUE ATRAEM A ATENÇÃO DE DEUS:

Os olhos de Deus estão atentos, estão procurando por momentos certos para trazer sua manifestação de Glória e Poder sobre seus filhos.

Deus deseja nos ensinar através de Jó que Ele deseja que todos seus filhos desfrutem dele. O segredo, que não está escondido, mas escancarado para todo mundo ver é: “Amarás o Senhor teu Deus acima de todas as coisas. Acima de si mesmo, de seus desejos, planos pessoais e suas vontades”.

Não se trata de se anular como pessoa, mas sim se tornar “sujeito” de si mesmo, dirigindo sua história dentro dos planos de Deus, sendo um agente transformador de sua história, já traçada por Deus. Não há como dar um passo em direção a Deus, se não recebermos a revelação de quem somos e de quem Ele é. A Palavra de Deus está aberta para nós. Não precisamos copiar Jó, mas aprender com ele.

Enganamos a nós mesmo ao pensarmos que por sermos teologicamente corretos, estamos no agrado de Deus.

Antes de seu encontro derradeiro com Deus, Jó se julga moralista, justo, correto com os outros, bom para com seus servos, benigno para com os pobres, ajudador dos órfãos, sem amor pelo dinheiro, não adorava outros deuses, nunca se vingava, bom para com os estranhos e não temia ninguém. Até que chegou seu amigo Eliú, que começa a falar guiado pelo Espírito Santo. Ele nos dá uma visão gloriosa de Deus em seu discurso e a consciência de Jó começa a ser tocada. Jó era o homem mais justo da terra, mas seu problema era pensar que ele era muito bom, sem reconhecer a sua total dependência do Senhor. Seus olhos estavam em si mesmo, enquanto que Eliú os tinha em Deus.

Deus nos quer levar de volta para si e dentro deste trabalho, Ele usa os métodos que Ele sabe que irão abrir nossos olhos para a realidade Dele, caso não sejamos transformados pela ação do Espírito Santo e sua Palavra. Nós atraímos para nós mesmos através de nossas escolhas, qual método que Deus empregará conosco.

Aí chega a “hora da verdade”, o “tudo ou nada”, o “vai ou racha” na vida de Jó.

Deus começa a falar e falar tudo o que ele não disse no princípio do mundo para Adão e Eva, mas guardou para falar com Jó, porque Deus sabia que muitos Jó(s) e amigos de Jó surgiriam no futuro, que precisariam ouvir de novo de sua divina boca.

Se pudermos atribuir valor literário a este discurso, diríamos que esta é a mais grandiosa obra literária mundial. O próprio Deus expressa toda sua sabedoria e poder nos quatro últimos capítulos de Jó. É demais para nós, mas nos faz entender a Glória que o Senhor Jesus abriu mão para descer até nós e também entender o tamanho da atual Glória Dele.

Quando Deus começa a falar, Jó começa a ser quebrantado diante de tão magnífica e excelsa presença. Jó começa a chegar ao fim de si próprio, tornando-se um servo humilde e sem pensamentos a respeito de si próprio, por amor de seu Deus.

Aí ele expressa com a boca, em poucas palavras, o que já é realidade em seu interior: o quão imperfeito ele é, e quão poderoso, santo, excelso, maravilhoso o Senhor é. Quando nós crentes chegarmos a ponto de também dizer: _ por isso me abomino - estaremos vivendo a plenitude Deus, nossos pensamentos estarão conectados aos pensamentos de Deus.

Então uma pequena oração por uns amigos, parentes ou qualquer outra ação que manifeste nossa plena disposição no propósito que Deus estabeleceu, de antemão para cada um de nós, atrairá a atenção do Pai e nossa sorte será mudada para muito mais do que pensávamos.

Que Deus nos abençoe








Por: Manoel Valentim
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