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domingo, 1 de agosto de 2010

Na verdadeira fé reside a salvação



O presente texto nos transmite a conversão do carcereiro da prisão onde Paulo e Silas foram açoitados e presos. Assim, depois de todos aqueles acontecimentos, (Atos, 16: 19-34), mormente o “TERREMOTO, QUE SACUDIU OS ALICERCES DA PRISÃO” (Atos, 16:26), observamos que o citado carcereiro dispensou aos missionários um tratamento respeitoso.

“SENHORES, QUE DEVO FAZER PARA QUE SEJA SALVO?”. Como não poderia deixar de ser, “RESPONDERAM-LHE: CRÊ NO SENHOR JESUS E SERÁS SALVO, TU E TUA CASA”(Atos, 16:31).

É ao Senhor glorificado que os apóstolos se referiam. Na fé nele reside a salvação, fé é uma palavra que abrange a prontidão total do homem para a salvação, para o oferecimento salvífico de DEUS, o qual teve sua expressão histórico-salvífica na morte e ressurreição de JESUS.

O carcereiro deixa-se conduzir a essa fé. É um erro supormos que o carcereiro estivesse meramente indagando: “Como poderei escapar das conseqüências do que acaba de ocorrer aqui?”. Ou então: “Como poderei conservar a minha reputação, depois do que sucedeu essa noite?”. Pelo contrário, um homem afeito à brutalidade e à violência fora sacudido até a própria alma e agora buscava agonizantemente a resposta para a pergunta que surgira em seu coração, mediante o contato da Palavra pregada por Paulo e Silas. O carcereiro já pudera perceber que o terremoto, de alguma maneira, fora divinamente provocado, em protesto contra o tratamento que os habitantes e as autoridades de Filipos haviam dado e continuavam dando a Paulo e Silas; e assim, demonstrando ainda possuir uma sabedoria prática, o carcereiro resolveu apelar para o DEUS daqueles missionários cristãos, ao invés de tentar ocultar-se mais ainda dele.

O terremoto não somente sacudira os alicerces e as paredes da masmorra, mas abalara até mesmo a alma daquele homem. Algumas vezes é preciso um abalo dessa natureza para que os homens se voltem, de seus pensamentos egoístas e rebeldes, para pensamentos mais proveitosos, em favor das suas próprias almas. Talvez houvesse sentimentos de superstição por detrás do terror do carcereiro; mas também havia uma evidente sinceridade. Quão reverentes e respeitosas foram as palavras que o carcereiro dirigiu a eles, “... PROSTROU-SE DIANTE DE PAULO E SILAS”, como alguém que estava prestes a afundar sob o peso de seu terror. E tratou-os com um título de respeito: “SENHORES...”.

Até pouco tempo ele os tratava como vagabundos e vilões, mas agora lhes prestava toda a assistência, quem sabe, lavando-lhes os vergões sanguinolentos que os açoites lhes deixaram marcados no corpo. A graça da conversão modifica a linguagem das pessoas. Por derradeiro, e com referência a natureza da pergunta feita pelo carcereiro filipense, só se pode oferecer uma explicação, isto é, que ele ficara excessivamente alarmado ante a sua própria condição espiritual, e que, embora momentos antes estivessem prontos a mergulhar na eternidade com a culpa do suicídio sobre os ombros, sem fazer qualquer idéia sobre o pecado que estava preste a cometer e sobre suas horríveis conseqüências, agora, a sua incapacidade de comparecer diante de DEUS, com sua necessidade de salvação que raiara qual lampejo em sua alma, e que arrancou das maiores profundezas de seu espírito o grito que se acha registrado.

Mas eis que o atravessou, como um raio, a luz da nova descoberta. Interessante observar, como os sacolejões divinos têm uma capacidade de modificar as atitudes mentais dos homens de um momento para outro. O carcereiro veio correndo e se prostrou de rosto em terra, no chão imundo da prisão, diante dos soldados da Cruz, como se eles fossem deuses. A fé já ia despontando no coração do carcereiro, e sua mente começava a tomar aquela atitude que leva um pecador de volta a DEUS. Dessa maneira, este texto sagrado ensina-nos, por inferência, que DEUS existe e é o Criador de todas as coisas, mas também que ele mantém profundo interesse por sua criação e, sobretudo, pelo homem. Portanto amados leitores,

“CRÊ NO SENHOR JESUS E SERÁS SALVO, TU E TUA CASA”. (Atos, 16:31). “AGARRA-TE AO DIA PRESENTE, DEPENDENDO O MENOS POSSÍVEL DE QUALQUER DIA FUTURO”


Por: Wilson de Oliveira Carvalho
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