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domingo, 29 de agosto de 2010

Em dívida ou em dúvida?


1. É ordem de Deus. Abominamos todo o tipo de constrangimento para que os crentes contribuam financeiramente com a Causa de Cristo. Discursos apelativos e ameaças intimidadoras não devem alimentar o nosso ideal de participação. No entanto, não devemos nos esquecer que há um mandamento divino em curso. Ao darmos nosso dízimo, não estamos apenas fazendo o que desejamos, mas o que o Senhor deseja e espera que façamos. A Palavra de Deus adverte: “trazei todos os dízimos” (Malaquias 3.10). É imperativo, e não, optativo. Diante disso, cabe-nos obedecer a Deus. A obediência a Deus é sinal do nosso amor a Deus.

2. Temos recebido bênçãos incontáveis. A contribuição financeira para com a Igreja se transforma em oportunidade de agradecer a Deus todas as bênçãos recebidas. Tal expressão de gratidão revela que não somos mal agradecidos. Não, apenas, as bênçãos materiais, mas as espirituais, também. Não agradecemos a Deus somente as bênçãos naturais, como o ar para respirar, mas as sobrenaturais, igualmente, como um milagre em nossa vida.

3. Há uma promessa. Não contribuimos porque esperamos receber, mas porque já recebemos. Não estamos fazendo barganha com Deus; o Senhor não aceita qualquer negociação deste tipo. Mas ele fez promessa, dizendo: “Dai e dar-se-vos-á”. Quando deixamos de dar a nossa participação, em obediência ao mandamento divino, estamos evitando que as janelas dos céus se abram sobre nós (Malaquias 3.10).

4. Deve haver mantimento na Casa de Deus. A linguagem do profeta nos faz visualizar uma grande despensa. Fazemos a compra do mês, e guardamos na despensa o que vamos consumindo ao longo de um período. Na medida que os produtos vão escasseando, precisamos repor. Não pode haver escassez na Igreja. Se há, é sintoma de desobediência a Deus. Ser previdente e ter boa administração são decisivos neste objetivo.

5. Todos devem participar. Assim como todos têm o seu lugar no Corpo de Cristo, e são igualmente importantes, todos devem contribuir. Imaginar que aquele que está ao nosso lado e já deu a sua contribuição, o fez por nós, é no mínimo irresponsabilidade. Cada um faz a sua parte, mas todos devem participar.

6. A generosidade é uma graça. Dos macedônios se diz que eles desejavam “a graça de participarem da assistência aos santos” (II Coríntios 8.4). E logo a seguir a recomendação de Paulo aos Coríntios é que eles pudessem “superar-se nesta graça” (II Coríntios 8.7). A mesquinhez deve ser abominada entre nós; o ideal da vida cristã é ser generoso no dar.

7. A liberalidade é um dom. Falando de dons espirituais, Paulo afirma: “o que contribui com liberalidade” (Romanos 12.7). A espiritualidade não está escondida, apenas, no profetizar ou no falar em línguas, mas na contribuição liberal também.

8. Não importa o que foi feito, senão o que precisa ser feito. A dádiva é uma semente; uma vez plantada, ou seja, entregue, ela vai germinar, e trazer frutos no futuro. Quem vive de colheitas do passado, morre de fome.

9. Se damos o coração, não daríamos, também, a contribuição? Há um excesso de piedade em muitos crentes que afirmam que o importante é dar o coração a Jesus. E é verdade. Primeiro porque o coração é a totalidade do nosso ser, portanto, maior do que a mera contribuição. Mas quem dá o maior, não pode deixar de dar o menor, que já está implícito.

10. É expressão de Culto a Deus. Culto não á algo ao qual comparecemos para assistir; é algo que oferecemos. No Culto, oferecemos a Deus a nossa vida. O ofertório é um sinal da nossa consagração a Deus. E efetivamente, ele pode ser a mais clara tradução do quanto temos nos consagrado a Deus.


Por: Juarez Marcondes Filho
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