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domingo, 25 de julho de 2010

Dinheiro, uma vitrine que fascina


Não é de hoje que as moedas exercem fascínio sobre os homens. Os gregos antigos, sensíveis à beleza de suas próprias moedas, já constituíam coleções”.

Olhar e apreciar as vitrines, normalmente, podem ser colírios para os olhos. Ter em nosso poder o produto visto na vitrine ocasionará mais satisfação ao nosso desejo de possuí-lo. Usar o produto visto e comprado da vitrine poderá revelar um sonho realizado ou um pesadelo a perder de vista.

A vitrine do dinheiro é fascinante por ser a passarela que encanta a todos os seus admiradores. Saberei, porém, o que fazer nas vitrines tentadoras das lojas, shoppings e supermercados. Mesmo que o dinheiro seja o “queridinho” do mundo, mais do que nunca firmarei os meus pés e minha cabeça, e convidarei a maravilhosa companhia da sabedoria e do bom senso, a fim de não levar um tombo diante da vitrine que todos fascinam... o dinheiro. Ele pode ser um grande aliado como também um grande inimigo.

Depois que os fenícios inventaram o dinheiro, o mundo passou a ver que ele seria uma vitrine glamourosa. Por isso, devemos estar atentos àquele pensamento que diz: “ Nunca é demais abrir a boca e a carteira com cautela.”

Esta vitrine é linda, charmosa e cobiçada por todos. Não é pecado todos gostarem dela. Tem suas muitas qualidades! Pode ser de muita utilidade, como de muita futilidade! Para muitos, uma bênção, para outros, uma terrível maldição! Sucesso na vida de tantos, fracasso e falência na de muitos outros. Céu na terra na vida de uma pequena fatia da humanidade, inferno na mente e no coração de uma multidão sem fim.

A grande questão não está nos problemas que o mundo sofre envolvendo o dinheiro e, sim, como poderemos mudar a crise quando aprendermos que o dinheiro é dádiva de Deus. Portanto, como Adão, precisamos cuidar do “jardim do éden”, nosso paraíso.

Há algum tempo, uma música fez grande sucesso no Brasil a ponto de ser o tema que abria a novela de maior audiência da época. A música dizia: “Dinheiro na mão é vendaval”. Eu diria que dinheiro na mão do homem não é nada mau. Sei que, abrindo a minha mão para Deus, Suas mãos se abrirão para mim, e, assim, acontecerá “chuvas de bênçãos” financeiras. Ou, por outro lado, “tsunamis” de falências econômicas... A diferença vai depender de uma cabeça boa e um coração totalmente rendido às mãos de Deus. Do contrário, não adianta “chorar pelo leite derramado.

Dinheiro é uma vitrine de encher os olhos e ainda tem a capacidade de colocar “água na boca” de qualquer mortal. De fato, uma vitrine fascinante. O dinheiro é algo precioso, como também perigoso; fascina, mas também “assassina”. Sua origem é divina. O rei Davi expressou: “...porque teu [do Senhor] é tudo quanto há nos céus e na terra... tudo vem de ti...” (1 Cr 29.11,14).

Mas por que ele pode ser uma armadilha, se tem Deus como o seu dono? Pelo fato de ser um alvo da ambição mundial. E porque tantos o desejam, milhares caem na tentação de querer enriquecer de um dia para o o outro, e então começam a fazer “loucuras mil” até o ponto de transformar o dinheiro num deus. Esquecem do “Patrão”, do verdadeiro dono do dinheiro, e passam a enxergar o dinheiro como a resposta para seus problemas. É aí que mora o perigo.

O dinheiro ganho honestamente, administrado com sabedoria, investido em negócios seguros, guiados e orientados pelo Eterno... melhor do que isso, só o céu. Ele é tão interessante que um pensador afirmou: “O cachorro só é o melhor amigo do homem porque não conhece o dinheiro.

Por: Pastor Ivonildo Teixeira
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