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quinta-feira, 11 de março de 2010

A Autoridade de Jesus



Em que consistia a autoridade de Jesus? Parece-nos que não era porque pregava gritando como alguns pregadores...


“Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mc 1.22).


Este texto sempre me impressionou, e tentei responder a mim mesmo por que o povo ficou tão impressionado com a autoridade de Jesus? Jesus era diferente dos escribas em sua maneira de viver e de ensinar. E o que o diferenciava dos demais mestres da época?


Em que consistia a autoridade de Jesus? Parece-nos que não era porque pregava gritando como alguns pregadores; nem porque ficava fazendo coreografias na frente do povo. Ele não era sapatinho de fogo para impressionar as pessoas com frases de efeito preparadas de antemão ou compiladas ao longo dos anos. Os pregadores sapatinho de fogo não têm nada a dizer, por isso repetem, quais papagaios o que ouviram de outros pregadores.


Caso as observações fossem feitas nos dias de hoje, o povo diria que Jesus falava como quem tem autoridade e não como os pregadores que estão em evidência. Obviamente que não vou dizer os nomes aqui.


E meditando neste texto concluí assim:

1. Ele conhecia o tema. Jesus sabia o que estava falando. Diferentemente de muitos pregadores que não dão profundidade e nem demonstram conhecimento do que falam. O conhecimento do tema dá autoridade ao pregador. Uma congregação inteligente sabe detectar quando o pregador tem conhecimento do que fala.


É comum pastores ocupados recorrerem à Internet para conseguir uma mensagem de última hora (e recorrem à Internet ali mesmo no gabinete da igreja, dez minutos antes de subirem no púlpito), e a congregação percebe. Outro dia elogiei um pastor a um grupo de pessoas pela excelência da pregação dele. Uma menina excepcional, com síndrome desde seu nascimento, me disse: “Eu já vi essa mensagem na Internet”. Pregadores! Cuidado! A congregação para a qual você prega é tão ou mais inteligente que você.


2. Jesus falava com firmeza e convicção. Não vacilava nem titubeava. O tom de voz é importante, mas não é suficiente, no entanto, quando o pregador fala com firmeza e conhecimento é escutado atentamente pelo povo. Pregadores há que têm voz firme quando falam, mas carecem do conhecimento do tema. Parecem cães de guarda que latem, mas não atacam. Sempre que falar, esteja ciente de que seu tom de voz é importante para a congregação.


3. Jesus falava respaldado por algo maior e mais poderoso: O Pai que o enviara! Jesus falava debaixo de autoridade. O homem de Deus que prega a verdade e que firma o que diz nas escrituras sagradas tem por trás de si todo o exército celestial apoiando-o e o sustentando espiritualmente. “Todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si: Que vem a ser isto? Uma nova doutrina! Com autoridade ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!” (Mc 1.27).

4. Jesus conhecia a palavra de Deus. O maior respaldo que um pregador tem é o da palavra de Deus. Se o pregador se firma em conhecimento humano, em sua sabedoria e técnicas de auditório e não no conhecimento da palavra de Deus, sua palavra será vazia e oca, apesar de bela e impressionante.


Os judeus queriam saber quem outorgou a Jesus autoridade para curar e expulsar os demônios, “e lhe perguntaram: Com que autoridade fazes estas coisas? Ou quem te deu tal autoridade para as fazeres?”. E ele lhes retrucava: “Eu vos farei uma pergunta; respondei-me, e eu vos direi com que autoridade faço estas coisas” (Mc 11.29).



Como não conseguiam responder a Jesus, tampouco Jesus lhes falou de sua fonte de autoridade. Mas, todos sabemos. Sua autoridade provinha do conhecimento que tinha da palavra de Deus e de sua comunhão com o Pai.


Por: João A. de Souza Filho
Fonte: http://www.adorar.net/
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