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domingo, 13 de agosto de 2017

Boletim Informativo PIB Ano XXXVIII - Nº. 45 - 13/08/2017



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Fonte: www.pibvpe.org/site/pages/midias/boletins.php

domingo, 6 de agosto de 2017

Alegrai-vos Sempre no Senhor


“Outra vez digo: alegrai-vos” (Fp 4.4).
Paulo escreveu essas palavras à igreja em Filipos. Na ocasião, ele era prisioneiro em Roma e poderia ter se atormentado, questionando: “Quando serei libertado? Quando poderei continuar minha viagem? Quando e onde continuarei meu trabalho missionário? Será que a prisão ficará mais rígida? Serei condenado à morte? O que será da igreja de Filipos? E em Roma, como as coisas vão continuar?”. Mas Paulo não se preocupava com nada disso. O que marca essa carta da prisão não é a preocupação ou a dúvida, mas a alegria e o encorajamento que transparecem do começo ao fim. Paulo sabia que tinha todas as razões do mundo para se alegrar, apesar de sua situação pessoal penosa, apesar das perseguições e da enfermidade.

Nós cristãos realmente temos todos os motivos para nos alegrar. Se não nós, que somos libertos, então quem se alegraria? Podemos nos alegrar sempre, alegrar-nos no Senhor. Ele está conosco todos os dias (Mt 28.20). Isso é mais do que consolo, é a razão da nossa alegria! A alegria no Senhor é eterna e independente das circunstâncias exteriores. Obviamente os filhos de Deus também estão sujeitos a mudanças de humor. Nós também somos afligidos por problemas e enfermidades.Seria hipocrisia andar pelas ruas ostentando sempre um sorriso no rosto. Tudo tem seu tempo, tanto a alegria como a tristeza. Mas a alegria deve ser o fundamento, a base firme dentro de nós, apesar de todas as circunstâncias.

Paulo foi perseguido, açoitado e aprisionado, e certamente não sentia vontade de ficar sorrindo à toa. Mas ele emanava uma alegria que vinha do coração. Podia encorajar a outros mesmo estando em aflição. O que lhe concedia essa força interior? A fonte da força em si: o Senhor e Sua Palavra! “A alegria no Senhor é a vossa força” (Ne 8.10). “A esperança dos justos é alegria” (Pv 10.28).

Em qualquer circunstância da vida é essencial que nos lembremos quem somos e quem éramos. Éramos perdidos e espiritualmente mortos. E agora? Deus tornou-se Homem para perdoar nossa culpa. Ele rasgou o escrito de dívida que era contra nós e nos libertou da pena da morte. Agora estamos salvos, ressurretos dentre os mortos com Cristo para a vida eterna, e um dia teremos um lugar seguro na glória com Jesus – seremos revestidos com um corpo de glória. Tudo isso não é motivo de alegria? Essa expectativa não pesa muito mais do que todas as preocupações do mundo? Justamente um filho de Deus renascido deve atentar para a direção em que volta seu olhar. Se eu olhar para trás, talvez minha alegria nem seja muito grande. Se tenho apenas o aqui e agora diante dos olhos, talvez fique apavorado. Mas se voltar meu olhar para o Senhor e antevir o encontro com Ele, meu coração saltará de alegria.

“Vi novo céu e nova terra... Eis o tabernáculo de Deus com os homens... Ele lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor...” (Ap 21.1- 

4). Passagens bíblicas como essa – e existem muitas semelhantes – só podem nos tornar alegres! Como o Senhor Jesus já disse a Seus discípulos: “alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus” (Lc 10.20). Apesar de toda a maldade que nos cerca e mesmo diante dos eventos que parecem colocar o curso da História de ponta-cabeça e deixam o mundo assustado, nós cristãos temos todos os motivos para nos alegrar, pois temos à frente a eternidade e o encontro com nosso Senhor ressuscitado. 



Por: Thomas Lieth

Tudo posso naquele que me fortalece


“...tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13).
É muito fácil entender mal um versículo assim. O lemos e imediatamente pensamos em centenas de coisas que não conseguimos fazer. No mundo físico, por exemplo, pensamos em alguma acrobacia ridícula que exigiria poderes sobre-humanos. Ou pensamos em alguma grande proeza mental que está muito além de nós. Então estas palavras se tornam uma tortura para nós, ao invés de um conforto.
O que o versículo na verdade quer dizer, claro, é que o Senhor nos dará poder para fazer qualquer coisa que Ele queira que façamos. Dentro do círculo da Sua vontade não há impossibilidades.

Pedro sabia deste segredo. Ele sabia que, por si só, não poderia andar sobre as águas. Porém, também sabia que se o Senhor lhe havia dito para fazê-lo, ele conseguiria. Assim que Jesus disse “Venha”, Pedro saiu do barco e caminhou sobre as águas até Ele.

Normalmente uma montanha não vai se lançar ao mar ao meu comando. No entanto, se esta montanha estiver entre mim e o cumprimento da vontade de Deus, então posso dizer “Saia do caminho” e ela o fará.

O ponto central é que “Sua vontade é Sua capacidade”. Portanto, Ele proverá a força para enfrentarmos qualquer desafio. Ele me capacitará para resistir a cada tentação e vencer cada hábito. Ele me fortalecerá para ter uma vida de pensamentos limpos, motivos puros e para sempre fazer aquilo que agrada ao Seu coração.

Se não tenho forças para fazer algo, se me vejo ameaçado por um colapso físico, mental ou emocional, então eu talvez deva questionar-me se por acaso entendi mal Sua vontade e estou seguindo meus próprios desejos. É possível fazer para Deus o que não é de Deus. Tais obras não carregam a promessa do Seu poder.

Por isso é importante saber que estamos seguindo a corrente do Seu plano. Então podemos ter a alegre certeza de que Sua graça irá nos sustentar e capacitar.



Por: William MacDonald

Israel, Um Povo Muito Especial - Parte II

O Povo Eleito

Não é sem motivo que a terra de Israel é o ponto central da história do mundo e da religião.

Nunca houve neste mundo algo sequer remotamente comparável à história e à sobrevivência do povo judeu. Sua própria existência configura um milagre. É verdade que no passado sempre existiram grandes povos e soberanos. Reis e ditadores têm exercido seu domínio, em parte sobre regiões imensas. No entanto, praticamente nada permanece da sua importância, exceto achados arqueológicos em museus e algumas citações nos livros de história. Estas falam de grandes nomes e feitos e de guerras terríveis. Todavia, quase sempre a força vital desses povos esgotou-se nisso. Sua história é composta de constantes idas e vindas. Um povo substitui outro. Hoje ainda uma potência mundial pode tornar-se amanhã quase inexistente ou, no mínimo, desinteressante. Contudo, Israel, o povo de Deus, permanece para sempre!

Tu mesmo fizeste de Israel o teu povo particular para sempre, e tu, ó Senhor, te tornaste o seu Deus” (2Sm 7.24).

Com nenhuma outra nação Deus agiu como fez com o povo judeu. Ao longo de sua história de 4.000 anos, ele foi por duas vezes expulso totalmente da sua terra, e por duas vezes retornou a essa mesma terra. Nenhuma outra nação na história da humanidade foi desarraigada duas vezes da sua terra, dispersa até os confins da Terra e trazida de volta à mesma região. E se o primeiro exílio – no cativeiro babilônio – e o posterior retorno já foram algo incomum, o retorno dos judeus nos tempos modernos, depois de quase 2.000 anos de dispersão pelo mundo, é um absoluto milagre.

Nada mais do que seis anos após a Conferência de Wannsee, em que os nazistas decidiram a aniquilação definitiva da “raça judia” – a assim chamada solução final da questão judaica, que vitimou seis milhões de judeus – proclamou-se em 14 de maio de 1948 o novo Estado de Israel. Duas vezes ao longo de sua história Israel foi dissolvido e duas vezes perdeu sua independência nacional. Jerusalém, sua capital, foi arrasada, e o centro da sua vida religiosa, o Templo, foi profanado e destruído. As cidades e os povoados de Israel foram devastados, o povo deportado e disperso por terras estrangeiras. Mesmo assim, tudo foi duas vezes reconstruído, habitado e desbravado.

Nenhuma outra nação ou etnia jamais foi dispersa em todas as direções para depois, apesar disso, sobreviver como grupo facilmente reconhecível e identificável. Do extremo Oriente ao Oeste bravio, das alturas do Norte às profundezas do Sul, não há quase nenhuma nação que não tenha abrigado judeus. O espantoso é, porém, que o povo judeu sobreviveu como povo em vez de submergir nas grandes maiorias dos outros povos com que foi misturado. Devemos ter em mente que não se trata do período de uma geração ou mesmo de um século, mas de praticamente 2.000 anos. Durante todo esse longo período, o povo judeu continuou sendo o povo judeu. Até mesmo o idioma hebraico não se perdeu, mas foi reavivado. Quantas vezes esse povo foi cruelmente perseguido e violentamente dizimado! Tentou-se extingui-lo e ele foi empurrado de um país para outro. O grande adversário de Deus queria e quer aniquilar essa “prova divina”, o povo judeu.

Pogroms e perseguições contra judeus não ocorreram somente na Alemanha, mas também na Romênia, na Rússia, na Espanha, na França, na Polônia – praticamente no mundo todo. Até agora, as nações árabes desencadearam seis guerras contra Israel, e até hoje sua população é pressionada por meio de terrorismo e provocações. Por um lado, esse povo talvez seja admirado e respeitado, mas por outro é ainda muito mais odiado e desprezado. Mesmo assim, ou talvez até por causa disso, sua longa e penosa trajetória cheia de tanta dor, lágrimas e sangue não dobrou o povo. Sua identidade e nacionalidade se manteve com todas as suas particularidades, e sempre se destaca com nitidez. Assim torna-se inevitável perguntar o que fez com que os judeus se mantivessem ao longo dos milênios. Como é possível que esse povo exista até hoje com sua identidade étnica?

Há de existir alguém sobrenatural por trás disso, que zela por esse povo e não permite que desapareça do cenário e do mapa mundial. Se o próprio Deus vivo não fosse o seu Deus e se Ele não cumprisse suas promessas, também Israel não existiria mais: teria desaparecido há muito tempo, do mesmo modo como outros povos antigos. Afinal, onde estão hoje os hititas, jebusitas, fenícios, moabitas, babilônios, medos e como quer que se chamem? Desapareceram, e no entanto eram povos grandes e poderosos, em parte altamente cultos.

A história de Israel começou com um único homem – Abrão – a quem Deus Se revelou há cerca de 4.000 anos, e ela se estende até o dia de hoje. Quem já esteve em Israel teve a oportunidade de experimentar e ver com os próprios olhos este fato. Nós que vivemos hoje somos testemunhas contemporâneas deste povo e da história de Deus com o Seu povo. Podemos enxergar a presença de Deus e como Ele mantém o controle nas mãos. Cada vez mais, a história de Deus com os homens se desenrola no ponto central da Terra, na região mais importante do mundo, em Israel (ver Ez 5.5). 

Aquele é o ponto de encontro de três continentes (Europa, Ásia e África) e, principalmente, das três religiões monoteístas (judeus, cristãos e o islã). Não é sem motivo que essa terra é o ponto focal da história do mundo e da religião. O fio condutor da história desse povo jamais se rompeu – ainda que vez por outra assim parecesse.



Por: Thomas Lieth

Israel, Um Povo Muito Especial - Parte I


Depois que as primeiras pessoas caíram em pecado, Deus falou à serpente: “... Já que você fez isso, maldita é você entre todos os rebanhos domésticos e entre todos os animais selvagens! Sobre o seu ventre você rastejará, e pó comerá todos os dias da sua vida. Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar” (Gn 3.14-15).

Esse acontecimento da queda em pecado causou a separação entre o homem e Deus. No entanto, apesar de não poder mais manter comunhão direta com o homem pecador, mesmo assim o santíssimo Deus não o abandonou. Em Sua graça e amor infinitos, imediatamente após essa catástrofe com consequências extremas dos tempos mais remotos, o Senhor já prometeu um Redentor, um Salvador, uma alternativa, e a partir do Novo Testamento sabemos quem é essa Pessoa: Jesus Cristo!

Além disso, já em Gênesis 3 temos a explicação sobre a inimizade do mundo contra Israel. Sim, sem o conhecimento dos acontecimentos bíblicos não há como explicar o chamado conflito do Oriente Médio, muito menos compreendê-lo. E por quê? Leiamos novamente: [Eu] Porei inimizade entre você e a mulher”. Aqui temos três pessoas envolvidas: 1. “Eu”: o Criador; 2. “Você”: a serpente; 3. “A mulher”: Israel.

Os dois primeiros personagens são facilmente identificáveis. No caso da terceira pessoa, o livro do Apocalipse nos confirma que de fato se refere a Israel: “...O dragão colocou-se diante da mulher que estava para dar à luz, para devorar o seu filho no momento em que nascesse. Ela deu à luz um filho, um homem, que governará todas as nações com cetro de ferro. Seu filho foi arrebatado para junto de Deus e de seu trono. A mulher fugiu para o deserto, para um lugar que lhe havia sido preparado por Deus, para que ali a sustentassem durante mil duzentos e sessenta dias. [...] Então a serpente fez jorrar da sua boca água como um rio, para alcançar a mulher e arrastá-la com a correnteza. A terra, porém, ajudou a mulher, abrindo a boca e engolindo o rio que o dragão fizera jorrar da sua boca. O dragão irou-se contra a mulher e saiu para guerrear contra o restante da sua descendência, os que obedecem aos mandamentos de Deus e se mantêm fiéis ao testemunho de Jesus” (Ap 12.4-6,15-17).

Assim, no caso dessa mulher, não se trata de ninguém mais além de Israel. Pois, nem Eva, a única mulher que vivia quando Deus pronunciou a maldição sobre a serpente, nem Maria, a mulher que gerou a Jesus, foram perseguidas dessa maneira pelo dragão do Apocalipse. Além da mulher, também a serpente (isto é, o dragão) de Gênesis aparece novamente no livro do Apocalipse. Essa guerra da serpente (Satanás) contra a mulher e seus descendentes não é uma guerra contra Eva ou Maria, mas uma guerra contra Israel e sua descendência.
Apesar disso, Eva e Maria também são incluídas. Deus disse que o Libertador (Messias, Cristo) viria da semente da mulher. Assim, ele não seria descendente de um homem, ou de uma mulher e um homem, mas unicamente da semente de uma mulher. Vemos que já em Gênesis 3 é mencionado o nascimento virginal de Jesus Cristo, que foi realizado através da virgem Maria. Todas as pessoas que descendem da semente de Adão nasceram em pecado (Rm 5.12). Jesus, no entanto, não nasceu da semente de um homem. Ele também foi o único que viveu na terra, em todos os tempos, que não teve pecado ou culpa. Assim, esse Jesus, plenamente inocente, foi o único que poderia tomar o pecado do mundo sobre Si (ver 1Pe 2.22; Jo 1.29).

O texto de Gênesis 3.13 continua: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela...” Surge então a pergunta: quem são esses descendentes de Satanás (serpente) e o(s) descendente(s) da mulher (Israel)?

Creio que podemos dizer que tudo e todos que não pertencem a Deus e a Seu Filho Jesus Cristo, e não possuem o Espírito Santo, podem ser considerados como descendência da serpente (Satanás). Isso, então, se refere a tudo que for anticristão, incluindo, por exemplo, o Islã e qualquer outra religião, assim como todos os ateus e cristãos nominais.

A descendência da mulher (Israel), em primeiro lugar, é constituída pelo Filho de Deus, Jesus Cristo, nascido como judeu, em Israel! A ela pertencem, em última análise, todos – tanto judeus como gentios – que creem no Senhor Jesus (ver Ef 2). A passagem de Gênesis 3.15 esclarece ainda que o descendente da mulher, isto é, Jesus Cristo, “ferirá a cabeça” de Satanás. De fato, o Senhor Jesus destruiu o poder de Satanás, venceu a morte e, assim, feriu a cabeça da serpente (Satanás) (Hb 2.14; ver Rm 16.20). Além disso, Gênesis 3.15 diz que a serpente (Satanás) ferirá o calcanhar de Jesus Cristo. Isso poderia ser uma alusão clara ao Gólgota. Ali, onde Jesus Cristo, a semente de Israel, feriu a cabeça da serpente, Seus pés foram perfurados e pregados na cruz.

Jesus Cristo morreu, porém, não permaneceu entre os mortos, mas ressuscitou dentre os mortos no terceiro dia! Desse modo, já bem no início, a Bíblia mostra o Plano de Salvação de Deus para o homem, que culmina em Seu Filho Jesus Cristo. Nesse plano, um determinado povo desempenha um papel de importância descomunal: Israel. Também já podemos ver a luta das forças anticristãs contra o povo de Deus, Israel, contra o Filho de Deus, Jesus Cristo e contra a Igreja do Deus vivo. Acontece que também nós, os gentios, que cremos em Jesus Cristo, somos incluídos nessa guerra, porque afinal também pertencemos à semente da mulher, Jesus Cristo. Assim, a guerra do islamismo anticristão não é dirigida somente contra Israel, mas finalmente é uma guerra contra nós, os cristãos, contra a Igreja de Jesus Cristo. Ao trazermos as afirmações de Gênesis 3 para os dias atuais, poderemos compreender claramente por que o Islã – mas também tudo o que é anticristão – briga com tanta veemência pela posse da área do Templo. Trata-se de uma guerra entre Deus e Satanás, entre a Luz e as trevas. 



Por: Thomas Lieth

Boletim Informativo PIB Ano XXXVIII - Nº. 44 - 06/08/2017


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