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domingo, 25 de junho de 2017

Deus Está Sempre Acessível


Deus está sempre acessível! Nenhum tempo ou lugar nos separa da possibilidade de falar com o Senhor. Para encotrá-lo não há sala de espera em que tenhamos que passar horas angustiosas de incerteza. Uma visita ao médico muitas vezes exige paciência. Então surge logo a pergunta: durante quanto tempo terei que esperar? Quando chegará a minha vez? É desse modo que ficamos sentados nas salas de espera.

Não é assim com Deus. Com Ele, é bem simples – como está escrito em Hebreus 10.22: "aproximemo-nos..." Devemos exclusivamente ao nosso Senhor Jesus Cristo o termos esse acesso livre. A chave para ele é a fé: "aproximemo-nos..., em plena certeza de fé". Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Sem fé, obstruímos o caminho até Ele. Sem fé, não percebemos o acesso livre. Somente a visão de fé nos conduz com segurança até Ele. O aproximar-se dEle é ao mesmo tempo um passo de fé. Hebreus 4.16 nos exorta bem concretamente: "Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna."

Um grande problema entre nós cristãos é a passividade e a indiferença. Se não dermos passos bem concretos de fé em direção a Ele, Deus não agirá. Sem buscarmos conscientemente Sua presença, não receberemos ajuda.

Um dos encontros mais impressionantes com Jesus certamente está relatado na história da mulher curada da hemorragia. Ela era incuravelmente enferma. Sem dúvida, ela tinha passado muitas horas nas salas de espera dos médicos durante sua vida – em vão. Está escrito que ela tinha gasto todos os seus haveres com consultas médicas e que ninguém tinha podido curá-la – até que teve contato com Jesus. Em Lucas 8.44 está escrito de maneira tão simples: "veio por trás dele e lhe tocou na orla da veste..." O passo de fé dessa mulher enferma levou à sua cura completa.

Com isso não quero dar a entender que sempre tem que acontecer necessariamente uma solução física ou prática dos nossos problemas. Com certeza, porém, o Senhor nos liberta do problema. Pode ser que o problema em si continue existindo – mas não se trata mais do seu problema, e sim do problema dEle! Ele lhe ajudará, Ele pode curá-lo. Talvez Sua interferência não ocorra como você imaginou, mas com certeza ela lhe será útil para a eternidade, curando a alma e o espírito!

Esse acesso livre está sempre disponível. Vamos dar passos de fé e abrir a porta – e ficaremos impressionados com a glória da Sua graça. Ele, o Todo-Poderoso, fez tudo por nós – basta que nos manifestemos! 



Por: Peter Malgo - www.apaz.com.br

Desnutrição Profética


Quão bom seria o desempenho do seu carro se você removesse dele uma das suas rodas? Você se sentaria em uma cadeira que estivesse sem uma das pernas?

Essas perguntas podem parecer absurdas, mas cada uma tem algo em comum com a outra. Em cada caso, 25% de alguma coisa importante está faltando. E, em cada cenário, você estaria correndo riscos caso se contentasse com menos do que o todo. Nenhuma pessoa razoável teria disposição para escolher se colocar nessas situações.

Então, por que escolhemos considerar a Bíblia de modo diferente do que consideraríamos o carro e a cadeira? Vou fazer a mesma pergunta de outra maneira, mas com maior relevância: “Por que tantos pastores, mestres e ‘líderes cristãos’ escolhem ignorar, ultrajar, abrandar e interpretar mal 25% da Palavra de Deus, os quais representam as Escrituras proféticas?”.

Aqui estão alguns fatos convincentes a serem considerados, da Encyclopedia of Biblical Prophecy [Enciclopédia de Profecia Bíblica], de J. Barton Payne:
  • Há 1.239 profecias no Antigo Testamento e 578 profecias no Novo Testamento, formando um total de 1.817 profecias.
  • Estas profecias estão escritas em 8.352 versículos da Bíblia.
  • Como há 31.124 versículos na Bíblia, os 8.352 versículos que contêm profecias constituem 26,8% do volume da Bíblia.
Portanto, estou sendo conservador. Na verdade, as profecias são mais de 25% da Palavra de Deus!
Por toda a Bíblia há temas proféticos. Ela é profética no seu começo, em Gênesis 3, quando foi predito o conflito entre o descendente da mulher e a semente da serpente.

E ela é profética até o final do Apocalipse, quando o reino de Cristo é previsto para toda a eternidade. As Escrituras proféticas dominam tanto a Bíblia inteira que é impossível evitá-las, a menos que se mude intencionalmente a caminhada pelas páginas dela, da mesma forma que alguém evita pisar em ranhuras nas calçadas.

Se formos um pouco mais fundo, descobriremos mais coisas para pensarmos. Mais de 1.500 das profecias da Bíblia são dedicadas à Segunda Vinda de Cristo. Para cada profecia no Antigo Testamento sobre a Primeira Vinda de Jesus, há oito sobre a Segunda Vinda dEle.

É aqui que acontece algo incrível. Se a Bíblia faz da profecia uma prioridade, também nós devemos fazer dela uma prioridade. Se uma ênfase do Novo Testamento é a Segunda Vinda de Cristo, também devemos fazer disso uma ênfase. Se os temas proféticos surgem a todo momento por toda a Palavra de Deus, deveríamos ver temas proféticos temperando muitos de nossos sermões e ensinos.

Mas não é isso que fazemos.

Nem sempre é assim, e podemos ver o exemplo de Paulo no caso em questão. Conhecemos Paulo como o perseguidor dos primeiros cristãos que se converteu, e como o agente através do qual o Espírito Santo escreveu a maior parte do Novo Testamento. Somos menos familiarizados com as atividades de Paulo durante suas viagens missionárias, mas é aqui que quero apontar algo importante.

Diz respeito à igreja em Tessalônica, a qual Paulo visitou em sua segunda viagem missionária. Seu tempo com os tessalonicenses foi curto, como parece sugerir Atos 17.2. Paulo deu sequência à sua visita por meio das cartas a que chamamos de 1 e 2 Tessalonicenses, e é aí que o assunto fica interessante.

Chegou uma notícia a Paulo dizendo que ensinamentos apóstatas haviam sido espalhados na jovem igreja dos tessalonicenses, heresias que conflitavam com as coisas que ele lhes havia ensinado pessoalmente. O capítulo 2 de 2 Tessalonicenses vai direto ao problema, que era relativo à Segunda Vinda de Jesus Cristo. Paulo apresenta uma boa porção de alimento sólido e saudável neste capítulo, mas faz uma pergunta em 2 Tessalonicenses 2.5: “Não se lembram de que, quando eu ainda estava com vocês, costumava lhes falar essas coisas?” (NVI).
É fácil não prestarmos a devida atenção às condições desta situação, mas eis algo importante:
  • A igreja de Tessalônica era nova na fé e em sua organização.
  • Paulo não tinha passado muito tempo com eles, mas usou o pouco que tinha para enfatizar o tema da profecia.
  • Especificamente, Paulo ministrou àqueles cristãos primitivos sobre a Segunda Vinda de Cristo, sobre o Anticristo, sobre o Arrebatamento e sobre a Grande Tribulação.
Está na hora de uma checagem da realidade. Esta era uma igreja jovem, certo? Sim. E os crentes enfrentavam perseguição externa e desacordo interno, exatamente como os crentes hoje em dia, certo? Certo. E a congregação estava tentando ministrar conforme as necessidades dos de dentro e dos de fora da fé, certo? Pode apostar que sim.

Então, o que acontece com esta ênfase nas profecias? Não deveria Paulo ter se concentrado na comunidade cristã, no amor de Jesus, no dízimo com responsabilidade e no que significa de fato cuidar e se importar com as pessoas? Vamos pensar bem, será que ele tinha que falar sobre Escatologia? Não é este um assunto periférico, que não é realmente central à nossa fé? Será que ele não deveria ter enfatizado Jesus, já que, de uma maneira ou de outra, tudo gira mesmo em torno de Jesus?

Talvez seja a igreja da atualidade que precise aprender alguma coisa com a igreja dos dias passados. Nossos pastores, mestres e “líderes cristãos” seriam mais sábios se aprendessem a dica que Paulo nos dá. Já está na hora de reintroduzirmos os 25% da Palavra de Deus divinamente inspirada em nossa dieta regular.

Tenho que ser brutalmente honesto aqui. Fico alarmado com a postura da igreja em geral com relação à Palavra Profética de Deus. Em uma demonstração desprezível de 2 Pedro 3.4, a igreja mediana de hoje duvida e faz pouco das doutrinas que Paulo considerava vitais para a fé de um crente e para a saúde da congregação. (“Eles dirão: O que houve com a promessa da sua vinda? Desde que os antepassados morreram, tudo continua como desde o princípio da criação” – 2 Pedro 3.4.)

Descrita em Apocalipse 3.15-20, a Igreja atual está cega para seu próprio prognóstico. Ela se vacinou contra o recebimento da verdade completa, permitindo que somente uma parcela da verdade tenha algum efeito.

Estou preocupado que tenhamos permitido que o bom se torne inimigo do melhor. Para repetir a expressão que usei anteriormente, é comum ouvirmos: “Mas tudo gira mesmo em torno de Jesus”. Este é um raciocínio padrão que muitos repetem como papagaios quando são confrontados por questões espirituais que desafiam suas preferências pessoais e suas zonas de conforto.

Não vou discutir aqui a essência de tal raciocínio, mas vou oferecer uma perspectiva que alguns que são ligeiros para abraçá-lo não consideraram. Em Apocalipse 19.10, lemos: “O testemunho de Jesus é o espírito de profecia”. Vamos dizer isto de outra maneira: a profecia é projetada para revelar a Pessoa e a Divindade completas de nosso Senhor Jesus.

Este é um problema para qualquer pessoa que justifique colocar as doutrinas proféticas lá atrás para que, em vez de tratar delas, possa “se concentrar em Jesus”. É problemático para tais pessoas dizerem: “Tudo gira mesmo em torno de Jesus”, porque isto as incrimina.

Elas não conseguem maximizar seu relacionamento com Deus quando se recusam a entendê-lO completamente, da maneira que a revelação inteira da Bíblia pretende que o façam. É como termos um bando de “amigos” no Facebook. Dizer que eles são seus amigos dificilmente significa que você compartilha com eles um relacionamento que verdadeiros laços de amizade exigem.

Vou fechar o círculo aqui e terminar. Os 25% das Escrituras que são proféticos revelam de forma inigualável a Pessoa, os planos e o propósito de Jesus Cristo. Como tal, foram divinamente projetados para serem uma parte vital na dieta espiritual do crente. Qualquer outra escolha resulta na desnutrição espiritual e num relacionamento superficial com nosso Senhor e Salvador.

Assim como Paulo percebeu que o relacionamento de uma pessoa com Jesus vai deixar de lado uma grande parte de sua dimensão significativa se os planos futuros dEle e Seu retorno dramático no final dos tempos forem negligenciados, também nós seremos menos eficientes em relação às Boas Novas da salvação se não proclamarmos 100% do testemunho de Jesus.



Por: Steve Schmutzer — www.raptureready.com

Boletim Informativo PIB Ano XXXVIII - Nº. 38 - 25/06/2017



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domingo, 18 de junho de 2017

O que é batalha espiritual? Estamos realmente em uma guerra?


John F. Kennedy foi um oficial naval comissionado durante a Segunda Guerra Mundial. Em agosto de 1943, seu barco de patrulha, o PT 109, foi atacado por um destróier inimigo e afundou perto das Ilhas Salomão, que eram mantidas pelo Japão. Kennedy e um companheiro oficial nadaram de uma ilha ocupada pelo inimigo à outra até que encontraram alguns habitantes amigáveis que os ajudaram a entrar em contato com as forças americanas. Anos mais tarde, Kennedy foi proclamado herói de guerra, mas sua resposta sincera foi: “Foi involuntário. Eles afundaram meu barco”.

Assim é com todos os crentes. Não precisamos nos voluntariar para nos acharmos envolvidos em uma guerra. É involuntário – a guerra chegou até nós. Satanás e o mundo lutam violentamente contra nós externamente, e nossa carne se opõe a nós internamente. Alguns parecem acreditar que vir a Cristo os remove da batalha, mas o oposto é verdadeiro. A batalha de fato começa quando a pessoa se torna cristã. Todo crente em Cristo está no meio de uma guerra invisível. As Escrituras nos lembram: “Suporte comigo os meus sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus” (2Tm 2.3). Como Erwin Lutzer diz: “Estamos em uma guerra. Não podemos pleitear o pacifismo. Não podemos fugir das balas. Não podemos nos esconder das bombas. Não podemos solicitar licença médica”. Há dois lados nesta batalha cósmica das eras. “O inimigo é Satanás, o campo de batalha é a nossa mente, e a questão é a nossa caminhada cristã. Nós não vivemos em um mundo neutro. Existem forças hostis em operação nele, um ser maligno com uma hoste de serviçais que se opõem a Deus e ao homem.”

Winston Churchill certa vez disse que o imperador Guilherme II queria ser Napoleão sem lutar as batalhas de Napoleão. O kaiser queria vitórias sem guerras. Não queremos todos? Especialmente na vida cristã. Mas simplesmente não é possível. Não existem vitórias sem batalhas. Nós não vivemos em um mundo neutro.

A expressão “batalha espiritual” nunca aparece na Bíblia. É um termo teológico prático para descrever o conflito da vida cristã. A batalha espiritual que estamos enfrentando é uma luta épica contra Satanás e seus anjos, contra os principados e as potestades. Ela está sendo travada diariamente onde nós vivemos – em nossos lares, nossos escritórios, nossos casamentos, nossa igreja e no íntimo do nosso coração. Billy Graham descreve a batalha espiritual que é travada.
Vivemos em um perpétuo campo de batalha – a grande Guerra das Eras continua a ser travada. As linhas de combate pressionam cada vez mais fortemente contra o próprio povo de Deus. As guerras entre as nações são meramente brincadeiras com armas de plástico em comparação com a ferocidade da batalha no mundo espiritual invisível. Este conflito espiritual invisível é travado ao nosso redor incessante e persistentemente. Onde o Senhor age, as forças de Satanás atrapalham; onde os anjos realizam as ordens divinas, os diabos se enfurecem. Tudo isso acontece porque os poderes das trevas pressionam seu contra-ataque para retomar o terreno que é mantido para a glória de Deus.
John MacArthur define batalha espiritual como
uma guerra de proporções universais contrapondo Deus e sua verdade contra Satanás e suas mentiras. É uma batalha de vontades entre Deus e Satanás. É um conflito cósmico que envolve Deus e a mais alta criatura que ele fez, e o conflito atinge cada ser humano. Satanás e seu exército de demônios estão lutando contra Cristo, seus santos anjos, a nação de Israel e os crentes. As linhas de batalha estão claramente desenhadas.
A batalha espiritual é uma guerra invisível travada no domínio espiritual, mas alimentada no domínio visível, físico.

Efésios 6.10-20 é o texto clássico do Novo Testamento sobre batalha espiritual. Poderíamos chamá-lo de manual de campo do cristão para a batalha espiritual. A antiga metrópole de Éfeso estava repleta de atividades ocultas. A visita inicial de Paulo ali incitou um encontro com poderes demoníacos no qual o nome de Cristo provou ser supremo (At 19.11-20). Muitos dos crentes em Éfeso estiveram impregnados no ocultismo antes de virem a Cristo.

Em Efésios 5.22–6.9, Paulo se dirige a diversos grupos específicos dentro da igreja (esposas, maridos, filhos, pais e escravos). Em 6.10 ele se dirige a toda a congregação novamente, advertindo-os e a nós sobre a batalha espiritual que todos enfrentamos. É instrutivo que a seção sobre a batalha espiritual siga a seção sobre a família em Efésios. Isso não é um acidente. O ataque de Satanás aos casamentos e à família é real e implacável. Como alguém disse: “Quando você se casar, aí é que a guerra começa”.

Efésios 6 nos conta que o mundo invisível ao nosso redor é tão real quanto o mundo visível, e está cheio de terroristas demoníacos que querem enfraquecer a nossa fé e impedir nosso progresso espiritual. Efésios 6.12 identifica a intensidade e o escopo do conflito: “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (RA). A palavra grega traduzida por “luta” era originalmente usada para os combates que faziam parte dos jogos gregos. A figura desse combate ressalta o imediatismo e a proximidade do conflito, e o esforço e energia exigidos.

A palavra “contra” ocorre cinco vezes em Efésios 6.10-18, iluminando o embate cósmico de forças e a intensidade da luta. O Senhor quer que saibamos contra o que estamos contra. As linhas de batalha estão claramente desenhadas. Deus e seu povo estão de um lado, e Satanás e seus demônios estão no outro.

“Sangue e carne” se referem a pessoas. Isso não está dizendo que não temos lutas contra outras pessoas (no nível humano), mas que nossa luta não é apenas nesse nível. O conflito final na batalha espiritual é travado contra as forças espirituais das trevas que estão operando por trás do que é visto. 



Por: Mark Hitchcock